A Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM-BA) lança a 4ª edição do Selo Lilás, uma certificação destinada a reconhecer organizações que promovem a igualdade de gênero no ambiente de trabalho.
As inscrições estarão abertas de 19 de outubro a 30 de dezembro de 2026, incentivando práticas que favorecem a valorização das mulheres e a prevenção ao assédio.
Empresas de diferentes portes e entidades sem fins lucrativos que atendam aos critérios do edital podem participar, com foco na inclusão de pelo menos 30% de mulheres em seus quadros funcionais.
Objetivos da certificação
A quarta edição do Selo Lilás foi lançada pelo Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM-BA). Essa certificação busca reconhecer e valorizar organizações que efetivamente promovem a igualdade de gênero e implementam práticas de valorização das mulheres no ambiente de trabalho. O objetivo é criar ambientes profissionais mais inclusivos, com igualdade de oportunidades, além de prevenir e enfrentar o assédio e a discriminação.
As inscrições para o Selo Lilás estarão abertas de 19 de outubro a 30 de dezembro de 2026. As organizações interessadas devem acessar o site www.selolilas.spm.ba.gov.br para participar.
Quem pode participar
Podem se inscrever para o Selo Lilás empresas privadas, independentemente de seu porte, além de entidades públicas e organizações sem fins lucrativos que estejam situadas na Bahia. É necessário que as empresas apresentem, no mínimo, 30% de mulheres em seus quadros de funcionários ou trazer políticas formais e metas para atingir esse percentual.
De acordo com a secretária Camilla Batista, o Selo Lilás foi criado para incentivar mudanças significativas nas condições de trabalho das mulheres, promovendo um ambiente onde possam ser valorizadas e tenham acesso à remuneração justa e oportunidades reais de crescimento profissional.
Critérios e práticas para certificação
A concessão do Selo Lilás exige que as organizações apresentem comprovações documentais das ações realizadas em prol da equidade de gênero. O número de critérios a serem atendidos varia conforme o porte da empresa: microempresas devem comprovar pelo menos quatro ações; empresas de pequeno porte, cinco; empresas de médio porte, sete; e grandes empresas, onze. Organizações sem fins lucrativos precisam apresentar no mínimo três ações.
As práticas que podem ser consideradas para a certificação incluem a promoção de equidade salarial para funções equivalentes, a criação de canais de denúncia contra assédio, medidas de suporte à maternidade, oferta de auxílio-creche e incentivo à presença de mulheres em cargos de liderança. Além disso, o edital abrange iniciativas relacionadas à dignidade menstrual, apoio a processos de adoção e tratamento de fertilização, saúde mental e ações de formação profissional.
Políticas de inclusão para mulheres de diferentes etnias, como negras, indígenas, e imigrantes, assim como egressas do sistema penal e sobreviventes de violência doméstica, também são contempladas. Após a análise e seleção dos candidatos, o resultado oficial será divulgado em 28 de janeiro de 2027, com a cerimônia de entrega das certificações programada para o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março de 2027.

Editora do blog ‘Meu SUS Digital’ é apaixonada por saúde pública e tecnologia, dedicada a fornecer conteúdo relevante e informativo sobre como a digitalização está transformando o Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.


